Fisioterapia em Pediatria

O fisioterapeuta é um profissional de saúde que avalia e intervém ao nível das capacidades sensório-motoras globais do bebé/criança ao longo do seu desenvolvimento. Pretende-se que a criança assuma posições mais corretas e aprenda através da sensação de movimento e da exploração do espaço, tendo prazer nisso, de forma a potenciar uma maior participação em atividades funcionais.

A abordagem do fisioterapeuta pediátrico consiste em modificar componentes ao nível da postura e movimento, mediante as dificuldades apresentadas pela criança/bebé. A intervenção passa por desenvolver sequências de movimentos (desde rolar, sentar, gatinhar, levantar, caminhar, saltar, trepar, alcançar…), integradas em brincadeiras e tarefas motivantes, a fim de melhorar:

  • Controlo postural (alinhamento entre segmentos; atividade muscular; relação com a gravidade; ajustes posturais mais eficientes);
  • Controlo e coordenação de movimento (movimento mais graduado, mais atempado, com maior qualidade);
  • Capacidade respiratória.

As orientações e estratégias passadas à família são fundamentais para que a intervenção tenha continuidade nos contextos de vida da criança/bebé e se possam alcançar mais rapidamente os objetivos estabelecidos. Destas destacam-se:

  • Ensinar a manusear o bebé no colo (de acordo com cada condição pediátrica);
  • Promover maior variabilidade de movimentos nas atividade de brincar, vestir, banho e alimentação;
  • Perceber o uso do material para um melhor posicionamento nas diferentes atividades;
  • Ajudar a adaptar o ambiente de acordo com as necessidades da criança e as rotinas da família.

Fisioterapia respiratória

  • Sempre guiada pela auscultação pulmonar;
  • Recurso a técnicas de intervenção não invasivas de acordo com a idade do bebé/criança para facilitar a eliminação das secreções;
  • Orientação para atividades em casa (estratégias posturais para maior suporte respiratório).

Fisioterapia em condições músculo-esqueléticas

  • Plagiocefalia (Alteração do alinhamento do crânio, resultante do tipo de posicionamento intrauterino e/ou do posicionamento prolongado nas espreguiçadeiras, babycoque e berço. Tendência para uma postura assimétrica e dificuldade no controlo postural de cabeça);
  • Torcicolo muscular (Frequentemente resultante de um mau posicionamento intra-uterino. Postura assimétrica da cabeça em relação ao tronco; falta de mobilidade da cabeça para um lado; dificuldade em aceitar algumas posturas, como permanecer de barriga para baixo);
  • Lesão obstétrica do plexo braquial (Por vezes a tração aplicada na cabeça durante a fase de expulsão no parto vaginal provoca um afastamento excessivo entre a cervical e o ombro, ocorrendo um estiramento ou rotura nas fibras do plexo braquial. O bebé apresenta falta de movimento espontâneo do membro superior);
  • Alteração congénita da anca (Frequentemente está associada a bebés com apresentação pélvica na gravidez, o que condiciona o movimento dos membros inferiores ainda na vida intrauterina. O bebé apresenta posteriormente falta de estabilidade da articulação da anca, condicionando algumas etapas do desenvolvimento motor)
  • Fratura de clavícula (Lesão associada à fase de expulsão no parto vaginal. Origina uma falta de alinhamento e estabilidade na cintura escapular, condicionando o bebé em permanecer de barriga para baixo com apoio nos cotovelos)
  • Alteração do alinhamento postural dos pés (Pé valgo e varo);
  • Escolioses (Alteração do alinhamento da coluna vertebral, muitas vezes compensação resultante de outras condições pediátricas)

Fisioterapia nos atrasos do desenvolvimento sensório-motor

  • Bebés que apresentam um atraso de desenvolvimento sensório-motor usam menos estratégias de controlo postural, o que limita as suas experiências de movimento, a variabilidade e a repetição, tão importantes para a aprendizagem. É importante os pais percebam as capacidades motoras esperadas em cada fase de desenvolvimento e os possíveis sinais de alerta de forma a se intervir o mais precocemente possível.

Fisioterapia na prematuridade

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Terapia da Fala em Pediatria

O terapeuta da fala é o profissional de saúde responsável pela prevenção, avaliação e intervenção nas questões relacionadas com o desenvolvimento de competências de interação, comunicação, linguagem oral e escrita; bem como competências motoras orais favoráveis à articulação verbal oral adequada e alimentação.

Interação/Comunicação
Linguagem Oral e Escrita
Fala (articulação verbal oral)

  • Identificação e avaliação de competências de articulação verbal oral adequadas a cada faixa etária
    Identificação de fatores de risco (uso prolongado de chupeta ou outros hábitos nocivos, introdução inadequada da alimentação complementar);
  • Promover estratégias para favorecer o desenvolvimento destas competências;
  • Intervenção terapêutica nas perturbações da articulação verbal oral.

Motricidade Orofacial

  • Identificação e avaliação de competências motoras orais que estejam implicadas em outras áreas do desenvolvimento (fala e alimentação);
  • Identificação de fatores de risco (uso abusivo de hábitos nocivos; introdução da alimentação complementar; higiene oral; respirador oral, entre outros);
  • Promover estratégias para favorecer o desenvolvimento harmonioso das estruturas orofaciais;
  • Intervenção terapêuticas nas perturbações a este nível.

Alimentação

  • Identificação e avaliação de competências de mastigação e deglutição;
  • Identificação de fatores de risco (uso do biberão; alimentação complementar; uso de talheres adequados; posicionamento do cuidador e orientação do alimento durante a refeição; entre outros);
  • Promover estratégias a este âmbito (estratégias para facilitar a pega no biberão quando necessário, consistências dos alimentos, entre outras);
  • Intervenção terapêutica nas perturbações ou orientações necessárias (fendas Labiopalatinas; prematuridade; entre outras).

Condições Clínicas

Intervenção da Terapia da Fala em condições pediátricas que impliquem alterações ao nível da interação, comunicação e linguagem:

  • Prematuridade (Ver separador prematuridade) – Atraso global de desenvolvimento;
  • Perturbações da articulação verbal oral;
  • Dificuldades na mastigação e deglutição;
  • Dificuldades de leitura e escrita;
  • Outras.
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Terapia Ocupacional em Pediatria

O Terapeuta Ocupacional é o profissional de saúde que avalia, treina e adapta atividades significativas para que a criança possa ter uma maior participação e autonomia em todas as ocupações do seu dia-a-dia, o que inclui a capacidade para brincar, comer, vestir, tratar da higiene, atividades escolares, entre outras.
Isto inclui a capacidade para brincar, comer, vestir, tratar da higiene, atividades escolares, entre outras.

Áreas de atuação da TO

  • Autonomia nas atividades de vida diária: – Competências; Visuais/Percetivas – Competências Sensoriais – Motricidade Fina
  • Brincar;
  • Participação Escolar: – Competências Visuais/Percetivas – Competências Sensoriais – Motricidade Fina

Autonomia nas Atividades de Vida Diária

  • Avaliação do perfil de desempenho da criança nas atividades de higiene, alimentação, vestir e despir;
  • Identificação e avaliação das etapas de autonomia de acordo com cada faixa etária;
  • Avaliação das competências manipulativas inerentes a cada atividade (tipos de preensão, destreza manual, discriminação tátil);
  • Avaliação das competências sensoriais e percetivas necessárias ao desempenho de cada atividade (esquema corporal, noções espaciais, perceção visual);
  • Adaptação da atividade e/ou ambiente, quando necessário, para promover autonomia nesta área;
  • Intervenção terapêutica nas perturbações a este nível;
  • Estratégias para o desenvolvimento da autonomia em cada faixa etária.

Brincar

  • Avaliação do desempenho nas atividades de brincar de acordo com cada faixa etária;
  • Identificação e aconselhamento das características sensórias dos brinquedos mais ajustados a cada criança e etapa do desenvolvimento;
  • Orientação na escolha dos brinquedos e brincadeiras mais adequados para estimular o desenvolvimento em cada etapa;
  • Avaliação das competências sensoriais, percetivas e padrões de movimento do membro superior evidenciadas nas brincadeiras de acordo com cada fase do desenvolvimento;
  • Intervenção terapêuticas nas perturbações a este nível;
  • Estratégias para o desenvolvimento de competências nesta área.

Participação escolar

  • Avaliação do perfil de desempenho da criança de acordo com a faixa etária;
  • Avaliação das competências grafomotoras esperadas para cada idade (coordenação olho-mão; tipo de preensão, organização do traçado na folha, entre outros);
  • Identificação do perfil sensorial da criança;
  • Intervenção terapêuticas nas perturbações a este nível;
  • Estratégias para o desenvolvimento de competências nesta área.

Condições Clinicas

  • Intervenção da Terapia Ocupacional em condições pediátricas que impliquem alterações ao nível da autonomia e participação:
  • Prematuridade;
  • Atraso global de desenvolvimento;
  • Desordens processamento sensorial;
  • Dificuldades motricidade fina;
  • Outras.
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